Nasceu a 20 de janeiro de 1933 e faleceu a 21 de maio de 2023, deixando uma marca profunda não só na medicina, mas sobretudo na vida de todos aqueles que tiveram o privilégio de o conhecer e amar. Foi um médico de excelência, patologista clínico e imunohemoterapeuta dedicado à imunohemoterapia a nível hospitalar, exercendo com enorme dedicação a função de Diretor do Serviço de Imunohemoterapia do Hospital de São Marcos. Mas, mais do que os cargos que ocupou, foi a forma como viveu a medicina que o tornou verdadeiramente especial. Num tempo em que tudo era mais difícil, foi o único médico na região do Minho a realizar exsanguineotransfusões em recém-nascidos, salvando vidas com coragem, conhecimento e um profundo sentido de missão. O seu espírito pioneiro levou-o ainda a criar o Serviço de Oncologia, a implementar as consultas de hipocoagulados e a desenvolver o Serviço de Imunohemoterapia, sempre com o objetivo de cuidar melhor dos outros. Na esfera privada, dedicou-se também ao Laboratório Hilário de Lima, fundado pelo seu pai, onde continuou a afirmar a sua paixão pela ciência. Era um homem profundamente virado para a inovação, sempre atento às novas técnicas e aos avanços da medicina. Graças à sua visão e exigência, o Laboratório tornou-se uma referência nacional, reconhecido por estar constantemente na vanguarda. Mas, para além do médico brilhante, havia o homem — o pai, o familiar, o amigo — marcado pelo sentido de responsabilidade, pela dedicação ao trabalho e por um exemplo de vida feito de rigor, perseverança e compromisso. De realçar o aspeto humano e solidário levando a casa dos doentes mais necessitados géneros alimentares e conforto. Deixa-nos um legado imenso, feito de vidas salvas, caminhos abertos e valores que permanecerão para sempre em quem com ele conviveu. Será sempre lembrado com orgulho, saudade e profunda gratidão.