Constantino Gonçalves

Constantino de Oliveira Gonçalves nasceu a 1 de outubro de 1963. Natural da freguesia de S. Vicente, aí cresceu e viveu. O rapazinho tímido que se escondia por trás da energia do irmão mais novo foi-se moldando na alegria de juntar pessoas e, com elas, criar laços. Tornou-se um homem de multidões, mas até nas multidões era capaz de chegar a cada um de um jeito especial. Tinha a arte de entabular conversa e relação, fazendo pontes com os distantes no estilo e nos valores. Casado e pai amoroso de 4 filhos, viveu como caminheiro e peregrino, criativo de profissão. Licenciou-se em Ensino de História, anos após se ter formado no Magistério Primário de Braga, e lecionou em várias cidades do país, entre Lisboa, Murça, Arco do Baúlhe, Ponta Delgada e Vieira do Minho. Mas Braga estava-lhe no corpo e na alma, e o ano em que ficou vinculado ao Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches marcou-lhe um novo rumo a nível profissional. Colaborando na direção, fez também seu o mote de honrar a educação na cidade. A profissão passou a ocupar um lugar especial na sua vida, despendendo nela toda a sua alegre energia, assim como já o fazia em família, na associação aCABados, que ajudou a fundar, no grupo de música popular CABçudos e na pastoral universitária e familiar. No Centro Académico de Braga foi um animador incansável, e a forma de estar que aí encontrou tomou-a como estilo de vida. Tinha uma sede insaciável do saber, que o levou a frequentar o curso de Mestrado em História das Instituições e Cultura Moderna e Contemporânea e o curso de Mestrado em Teologia, mesmo quando o tempo (ou a falta dele) parecia não o permitir. Publicou trabalhos seus na revista cultural Bracara Augusta. Gostava de viajar e de ver mundo, mas Braga era a sua casa: num concurso televisivo onde participou nos anos noventa, à pergunta do que levaria consigo para uma ilha deserta, respondeu «A cidade de Braga!». Faleceu a 22 de janeiro de 2017. É lembrado como excelente profissional, alegre intérprete musical, dinâmico agente cultural, brilhante animador, generoso humanista cujo modelo muitos desejamos seguir. Com um luminoso e rasgado sorriso, e a leveza que lhe trazia a sua liberdade interior, o seu dia a dia dava voz à sua frase de eleição: «A vida corre-nos bem!», que vinha sempre acompanhada de um vigoroso e amigo abraço.

Atividade:Professor, adjunto direção Ag. Esc. Francisco Sanches

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